Todos os dias tomando decisões, que vão influenciar no meu futuro, tão incerto daqui para frente. Escolhas simples, trágicas...
Por que a vida não pode ser uma estrada, daquelas cheias de placas que te avisam quais caminhos você deve seguir?
Muito tempo atrás eu estava adiando ir para frente, sem saber o que fazer. Por longos meses fiquei parada em uma estrada deserta, onde ninguém apareceu para opinar ou ajudar. Talvez tenha sido melhor assim, já que existem muitas pessoas que não sabem o caminho certo e indicam um lado muitas vezes para te fazer de tola.
Hoje acordei e decidi: darei um rumo à minha vida. Preciso escolher, não entre caminhos, mas sim entre pessoas... Complicado não é mesmo? Quando lidamos com os sentimentos dos outros estamos sujeitos a magoá-las, e com o tempo nos machucar também por descobrir que poderia ter sido DIFERENTE.
O ruim é saber que escolhendo eu terei uma perda...uma inevitável perda que preenche parte do meu coração, seja por poucas horas ao ano.
Deu aquele frio na barriga, e pronto...DECIDI!
Depois disso poderia sair da minha bela rede, ir tomar guaraná e comemorar a minha coragem de realmente lhe falar que escolhi você. Mas não foi bem assim... Aquelas teimosas lágrimas, que ultimamente se aperfeiçoaram tão bem ao meu rosto voltaram, e com um sentimento de frustração, de ter que perder sem ao menos encontrar nem que fosse um atalho que me quebrasse inteira mas me mantivesse viva, na sua estrada, mas também na estrada dele.
O fim disso? Bem, na realidade acho que essa é uma HISTÓRIA SEM FIM, já que não posso estar em duas estradas diferentes, mas sim, consigo muito bem atuar com distinções diferentes na vida dos dois.
Somos as somas de nossas decisões, e somente com perdas aprenderemos a amadurecer e crescer.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
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